A Guerra dos Seis Dias: a génese de Israel como potência internacional
A Guerra dos Seis Dias, ocorrida em 1967, é frequentemente citada pelos historiadores como a criação da presença moderna de Israel tanto no Médio Oriente como a nível internacional. A guerra mostrou a impressionante capacidade militar de Israel e quase triplicou as dimensões do país através de ganhos territoriais aos vizinhos árabes.
Sobretudo, grande parte da tensão israelo-palestiniana que se vê hoje na região derivou do desfecho da guerra, pois o estabelecimento israelita nestes territórios árabes atraiu cada vez mais condenação internacional contra Israel.
Neste artigo exploraremos a Guerra dos Seis Dias e os seus efeitos sobre a tensão israelo-árabe no Médio Oriente. Deixem que os nossos peritos históricos vos digam tudo o que precisam de saber sobre a Guerra dos Seis Dias de 1967!
O que foi a Guerra dos Seis Dias?
A Guerra dos Seis Dias, ou a guerra de Israel de 1967, resultou numa vitória israelita esmagadora contra uma aliança Egipto-Síria-Jordânia. A data da Guerra dos Seis Dias foi de 5 a 10 de junho de 1967.
O desfecho da guerra deu a Israel novos territórios, entre os quais Cisjordânia, península do Sinai, alturas do Golan, Jerusalém Este e a Faixa de Gaza. Estes ganhos territoriais criaram um maciço problema de refugiados, pois centenas de milhares de árabes se encontraram sob controlo israelita.
A guerra mostrou a grave incompetência dos exércitos árabes e, por contraste, evidenciou a eficácia das forças armadas israelitas. A Guerra dos Seis Dias iniciou também a relação moderna de Israel com os Estados Unidos, pois o governo americano apercebeu-se da enorme vantagem de ter uma relação amigável com este poderoso país do Médio Oriente.
Quem combateu na Guerra dos Seis Dias? Contexto da guerra
Após a fundação do Estado de Israel em 1948, os Estados árabes circundantes lançaram uma invasão contra ele, que no fim falhou: a primeira guerra árabe-israelita. Esta vitória israelita é frequentemente chamada «a Catástrofe» (Nakba) pelos palestinianos. Como consequência da guerra, 750.000 palestinianos foram forçados a fugir da zona. Milhares de árabes tornaram-se refugiados devido aos ganhos territoriais de Israel.
Além disso a vitória israelita foi um golpe maciço no moral dos países árabes e levou a tumultos políticos nos seus governos. Por exemplo, a Síria experimentou vários golpes de Estado militares neste período. Entretanto mais de um milhão de imigrantes judeus emigraram para o país em 1948, dando a Israel uma população grande, jovem e em grande parte masculina para recrutar nas forças armadas.
A crise de Suez de 1956
No Egipto vizinho, Gamal Abdel Nasser e outros oficiais egípcios lançaram um golpe de Estado em 1952, tornando Nasser presidente do Egipto. Em 1956 Israel, França e Reino Unido lançaram um ataque ao Egipto depois de o presidente Nasser nacionalizaro canal de Suez, mas a invasão foi em breve interrompida pela condenação dos Estados Unidos.
Isto tornou Nasser uma figura venerada em todo o mundo árabe por se ter oposto a Israel e às potências europeias. Nasser começou a criar um movimento nacionalista pan-árabe na região que exaltava o orgulho árabe, o que incluía também a desforra sobre Israel.
Após a crise de Suez houve relativa paz até meados da década de 1960, mas as tensões permaneciam altíssimas. Israel estava ainda paranóico quanto a invasões dos vizinhos árabes, que se recuperavam das perdas militares.
O impacto da Guerra Fria
Os efeitos da Guerra Fria foram um fator importante na crescente tensão árabe-israelita. A União Soviética era aliada do presidente socialista Nasser e ajudou o Egipto a modernizar a sua força aérea.
A Jordânia era de longe o país árabe vizinho mais amigável de Israel, pois era aliada da Grã-Bretanha e chegou mesmo a discutir com Israel a partilha da Palestina em 1948.
Do lado dos inimigos, Israel tinha a mais aberta hostilidade com a Síria, que estava numa luta de poder pelo controlo do rio Jordão com Israel. A Síria acolhia também guerrilheiros palestinianos, que lançavam periodicamente incursões em Israel. Por seu lado, Israel começou a desenvolver campos agrícolas em territórios contestados na fronteira israelo-síria, o que aumentou ainda mais as tensões.
A crescente potência militar de Israel
Israel era amigável com os Estados Unidos mas era sobretudo apoiado pela Grã-Bretanha e em particular pela França. Israel comprava em grande parte aviões franceses e carros de combate britânicos para construir as suas forças armadas.
No início de 1967 tanto os líderes militares estadunidenses como britânicos elogiaram o impressionante exército de Israel, e até ao fim do ano Israel era quase capaz de criar armas nucleares. Conselheiros militares estadunidenses e europeus comentavam frequentemente que Israel seria imparável contra qualquer exército árabe.
Tensões crescentes enquanto a Guerra dos Seis Dias se aproxima
No período anterior à guerra, a meados da década de 1960, houve vários ataques a Israel por grupos guerrilheiros palestinianos baseados no território dos seus vizinhos árabes. Estes ataques repetidos impeliram a represálias das Forças de Defesa de Israel.
Em novembro de 1966 o exército israelita atingiu a aldeia de Samu, na Cisjordânia jordana, num ataque que matou 18 pessoas. Isto irritou o rei Hussein da Jordânia, que estava em conversações de paz secretas com Israel.
Este ataque contribuiu para cortar as relações amigáveis entre Jordânia e Israel. Contudo também a política interna da Jordânia desempenhou um papel importante nas interrupções das relações entre a monarquia e o governo de Israel.
Nessa altura, de facto, o rei Hussein tornava-se cada vez mais paranóico quanto ao nacionalismo árabe no próprio país. Em particular temia que os nacionalistas árabes no seu exército o derrubassem se fosse demasiado amigável com Israel. Os Estados Unidos impeliram por uma resolução do Conselho de Segurança da ONU que condenasse a incursão israelita na aldeia.
A resolução, porém, não deteve a agressão de Israel. A força aérea israelita abateu 6 caças sírios em abril de 1967, durante uma pequena escaramuça de ataques aéreos e artilharia. A essa altura era claro tanto aos líderes israelitas como aos árabes que a tensão crescente em breve levaria a um conflito militar de algum tipo.
O gatilho da Guerra dos Seis Dias: inteligência falhada
Informações imprecisas provenientes da inteligência soviética informaram o presidente Nasser de que Israel estava a planear atacar a Síria no prazo de uma semana. A razão desta falsa informação tem sido objeto de um aceso debate entre os estudiosos.
Enquanto alguns afirmam que foi um genuíno erro de inteligência, outros especulam que foi deliberadamente passada a Nasser pelo seu aliado soviético para escalar a tensão.
Isto poderia ter sido feito para iniciar a guerra, na tentativa de sufocar o programa nuclear de Israel e a crescente ameaça militar no Médio Oriente. Neste sentido a guerra teria sido um meio de enfraquecer ainda mais o poder internacional dos Estados Unidos. A superpotência, de facto, estava no auge da sua intervenção no Vietname e não podia dar-se ao luxo de intervir militarmente no Médio Oriente.
O presidente Gamal Abdel Nasser tinha sido criticado ao longo da presidência por ser demasiado fraco em relação a Israel, pelo que começou rapidamente a mobilizar as forças armadas para evitar tumultos internos. Os críticos de Nasser sublinhavam frequentemente que não tinha vindo em auxílio da Síria e da Jordânia contra Israel. O povo acusava-o também de confiar demasiado nas forças de paz das Nações Unidas, que nessa altura vigiavam a fronteira israelo-egípcia.
A mobilização das forças egípcias
No prazo de um dia após a inteligência soviética, o comandante supremo do exército egípcio, o marechal de campo Abdul Hakim Amer, pôs o exército em alerta total. Nasser mobilizou as forças egípcias na península do Sinai a 14 de maio. Estas forças estavam significativamente abaixo da força plena, pois grande parte do exército egípcio estava atolada num conflito no Iémen.
Nasser pediu formalmente à Força de Emergência das Nações Unidas, o mesmo corpo que tinha vigiado a fronteira desde 1956, que deixasse a península do Sinai.
Durante esta tensão crescente, a «Voz dos Árabes» do presidente Nasser — a estação de rádio do Cairo — transmitia ameaças a Israel. Isto criou preocupação no governo estadunidense e nas Nações Unidas, que esperavam evitar um conflito militar de larga escala na região.
A 22 de maio Nasser fechou o tráfego naval israelita no estreito de Tiran, que ligava o golfo de Aqaba e o Mar Vermelho. Isto criou de facto um bloqueio do porto israelita de Eilat e serviu de ponto de não retorno da tensão egípcio-israelita. A 30 de maio o rei da Jordânia assinou um pacto de defesa mútua com Nasser, pondo de facto as tropas jordanas sob o comando do exército egípcio. Síria e Iraque uniram-se pouco depois.
A reação de Israel
Levi Eshkol, o primeiro-ministro israelita, respondeu mobilizando plenamente o exército de Israel no dia seguinte ao fecho dos estreitos. O serviço militar obrigatório da população masculina de Israel deu-lhe um grande exército, que até 1967 era extraordinariamente bem treinado e equipado em relação aos vizinhos.
Enquanto o exército israelita tinha sido pesadamente treinado nos meses anteriores em antecipação de um conflito, os exércitos árabes estavam relativamente despreparados e pouco treinados. Esta diferença de preparação tornar-se-ia em breve abundantemente clara.
Abba Eban, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel, voou para Washington D.C. para obter o consentimento do presidente Johnson a um ataque, pois Israel tinha sido condenado pelos Estados Unidos como agressor durante a crise de Suez de 1956 e esperava obter permissão do aliado americano desta vez.
O presidente estadunidense Lyndon B. Johnson disse a Eban que Israel não devia atacar primeiro e não devia preocupar-se com um ataque egípcio. Assegurou também a Eban que tentaria abrir o estreito de Tiran com uma força naval internacional, embora isto nunca se tenha concretizado.
Apesar do apelo do presidente Johnson a não lançar uma ofensiva, Israel sabia que tinha de agir mais cedo do que mais tarde. Os estrategas militares de Israel sabiam que, se esperassem por um ataque árabe, as suas defesas podiam ser esmagadas pelos inimigos circundantes. Isto resultaria num conflito prolongado que podia custar milhares de vidas israelitas.
Quem iniciou a Guerra dos Seis Dias? — O ataque preventivo
A 5 de junho Israel lançou um ataque preventivo contra Egipto, Síria e Jordânia. Cerca de 200 aviões israelitas bombardearam as bases aéreas egípcias como parte da Operação Focus. Os aviões voaram em grande parte em direção ao Mediterrâneo e dirigiram-se para o norte do Egipto, voando baixos para evitar a deteção.
Outros aviões voaram através do Mar Vermelho. O radar jordano captou estes aviões e avisou o Egipto, mas o aviso não foi transmitido às bases aéreas a tempo devido a generalizados problemas de comunicação.
Israel atacou 18 aeroportos diferentes em todo o Egipto e destruiu mais de 90% dos aviões do país antes de deixarem o solo. 338 aviões egípcios foram destruídos e cerca de 100 pilotos mortos.
Este ataque consistia principalmente em passagens de metralhamento concentradas nos aviões no solo, juntamente com explosivos que laceravam as pistas e impediam os aviões sobreviventes de serem usados.
O sucesso do ataque deveu-se em grande parte à falta de infraestruturas para reparar os aviões egípcios, juntamente com uma ordem de desligar o inteiro sistema de defesa aérea do país. Isto resultou do facto de dois altos líderes militares egípcios estarem a voar sobre o país. Também as bases aéreas da Síria e da Jordânia foram eficazmente destruídas no mesmo dia.
Até ao fim do dia Israel possuía o controlo completo dos céus da região. Foi um choque completo tanto para os países árabes como para o próprio Israel, que não tinha previsto um ataque tão bem-sucedido.
Dos ataques aéreos à invasão terrestre
No mesmo dia as forças de terra israelitas atravessaram a fronteira egípcia na península do Sinai e na Faixa de Gaza. As forças de terra egípcias contavam cerca de 100.000 homens e 900 carros de combate, face aos 70.000 homens e 700 carros de Israel.
Como o ataque de terra israelita foi conduzido simultaneamente com o assalto aéreo, a fase inicial da campanha do Sinai foi marcada por elevadas perdas israelitas, embora os defensores egípcios tivessem sofrido perdas de longe maiores durante a guerra de terra no Sinai.
As forças de terra israelitas atacaram simultaneamente a cidade pesadamente fortificada de Rafah na costa mediterrânica setentrional egípcia, Abu Agheila, Jebel Libni e o cruzamento de Bir Lahfan.
A falta de apoio aéreo tornou as tropas egípcias particularmente vulneráveis aos ataques aéreos. Enquanto as forças de terra egípcias opuseram uma defesa aguerrida de extensos sistemas de fortificação, receberam em breve a ordem de se retirar do marechal de campo egípcio Abdel Hakim Amer.
Israel perseguiu a retirada egípcia através do Sinai, infligindo muitas perdas. No prazo de três dias as tropas israelitas capturaram a Faixa de Gaza e a península do Sinai até à margem do canal de Suez.
O fim da Guerra dos Seis Dias
A 5 de junho a Jordânia começou a disparar artilharia sobre Jerusalém Oeste, após ter ouvido de uma falsa vitória egípcia. Israel conduziu um contra-ataque devastador. Até 7 de junho as tropas israelitas tinham empurrado com sucesso as tropas jordanas para fora de Jerusalém Este e da maior parte da Cisjordânia. Foi a primeira vez em quase dois milénios que os judeus controlavam completamente os seus lugares sagrados na cidade de Jerusalém.
Nesse dia foi invocado um cessar-fogo pelo Conselho de Segurança da ONU. Tanto Israel como a Jordânia aceitaram prontamente, seguidos pelo Egipto no dia seguinte. Apesar das vitórias israelitas contra Egipto e Jordânia, a Síria escolheu continuar a combater, disparando artilharia sobre aldeias no norte de Israel.
A 9 de junho aviões israelitas bombardearam posições sírias fortificadas nas alturas do Golan. Depois disso as forças de terra lançaram um assalto, capturando-as após um dia. A Síria aceitou o cessar-fogo a 10 de junho.
Israel estava agora no controlo da península do Sinai e da Faixa de Gaza do Egipto, da Cisjordânia e de Jerusalém Este da Jordânia, e das alturas do Golan da Síria. Israel tinha praticamente triplicado as suas dimensões em seis dias.
As consequências da Guerra dos Seis Dias
As mortes militares totais de Israel foram apenas 700 face às 11.000 do Egipto, 6.000 da Jordânia e 1.000 da Síria. Juntamente com estas perdas significativas, os exércitos árabes perderam também grande parte do armamento e do equipamento durante a duração da guerra, embora muito breve. A vitória israelita esmagadora desmoralizou a sociedade árabe e ao mesmo tempo reinvigorou o orgulho israelita.
A sociedade israelita floresceu na sequência da guerra. O pequeno país experimentou um maciço baby boom após a sua vitória em 1967, e milhares de imigrantes de todo o mundo se transferiram para a sua terra prometida.
Os judeus que viviam na União Soviética — que tinham sido perseguidos e forçadamente assimilados durante décadas pelo regime soviético — pediram vistos para se transferirem para Israel. Mais de 160.000 judeus soviéticos transferiram-se para Israel na década de 1970.
O país cresceu também economicamente, sobretudo a partir dos recursos nos territórios conquistados, especialmente o petróleo na península do Sinai. A vitória teve também grande significado religioso, pois os judeus podiam agora rezar e viajar para os sítios sagrados mais venerados do judaísmo, incluindo o Muro Ocidental e a Gruta dos Patriarcas.
Contudo os judeus que viviam nos países árabes encontraram feroz hostilidade das populações muçulmanas após a guerra de 1967. Sinagogas e bairros judeus foram atacados, enquanto multidões árabes antissemitas visavam cada vez mais as comunidades judaicas.
Isto causou uma maciça migração de judeus para fora dos países árabes em direção a Israel. Houve também sentimentos antijudaicos em todo o bloco oriental comunista após a guerra, em particular na Polónia. Mais de 11.200 judeus polacos imigraram para Israel só em 1968.
O impacto da Guerra dos Seis Dias nas relações internacionais
O desfecho da guerra criou a moderna aliança EUA-Israel que conhecemos hoje, pois o governo estadunidense ficou impressionado com o exército de Israel e viu uma imensa oportunidade numa aliança mais estreita com a maior potência militar do Médio Oriente.
Enquanto a influência francesa e britânica deixava gradualmente Israel e o Golfo na década de 1960, os líderes estadunidenses procuraram preencher o vazio da influência ocidental em declínio. A aliança da Guerra Fria entre a União Soviética e os países árabes impeliu também os Estados Unidos a aumentar o apoio a Israel.
O presidente Nasser escolheu demitir-se do cargo a 9 de junho, devido à derrota devastadora do Egipto. Em qualquer caso permaneceu no poder graças a protestos de massas de milhões de egípcios que invadiram as ruas do país implorando-lhe que permanecesse na presidência.
Os efeitos da Guerra dos Seis Dias trouxeram tensão extrema à região. Os líderes árabes derrotados reuniram-se no Sudão em agosto do mesmo ano. Declararam que não haveria paz com Israel. Esta tensão levou ao quarto conflito árabe-israelita, a Guerra do Yom Kippur de 1973. Nessa ocasião Síria e Egipto invadiram território israelita.
Também a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) se tornou cada vez mais proeminente como grupo guerrilheiro palestiniano na sequência do conflito de 1967. Yasser Arafat fez crescer cada vez mais a presença da OLP na região enquanto os ataques guerrilheiros contra Israel se tornavam cada vez mais frequentes. A guerra de 1967 marcou um momento decisivo para o movimento palestiniano, que cortou cada vez mais os laços com os seus aliados árabes.
O contragolpe da Guerra dos Seis Dias sobre Israel
Enquanto grande parte do país estava eufórica com os maciços ganhos territoriais da guerra, muitos israelitas da esquerda política advertiram que esta aquisição territorial era apenas uma fonte de tensão crescente, crítica internacional e, no fim, conflito militar.
A Guerra dos Seis Dias criou centenas de milhares de refugiados, pois os territórios de nova aquisição controlados por Israel puseram muitos palestinianos sob domínio israelita. Com o tempo Israel começou a ocupar os territórios com colonos israelitas e forças armadas, em uma maciça violação do direito internacional. Isto levou a uma generalizada condenação internacional de Israel e das suas políticas de estabelecimento.
O território ganho com a Guerra dos Seis Dias de 1967 tornar-se-ia um componente central dos acordos de Camp David de 1978 e da proposta de uma solução a dois Estados entre Israel e Palestina.
Israel devolveu a península do Sinai ao Egipto em 1982, mas ocupa ainda as alturas do Golan, a Cisjordânia e a Faixa de Gaza, que são parte integrante das tensões israelo-palestinianas de hoje.
Conclusão
Cobrimos muitos componentes da Guerra dos Seis Dias. Relembremos os pontos principais do conflito.
- A Guerra dos Seis Dias começou em 1967, quando Israel lançou um ataque preventivo contra uma aliança árabe de Egipto, Jordânia e Síria.
- A força aérea israelita destruiu eficazmente a potência aérea de todos os três países árabes no primeiro dia do conflito.
- Os assaltos contra as forças de terra egípcias, sírias e jordanas resultaram em vitórias israelitas esmagadoras.
- Até ao fim da guerra Israel tinha triplicado as suas dimensões, com o controlo de toda Jerusalém, da península do Sinai, das alturas do Golan e da Faixa de Gaza.
A Guerra dos Seis Dias lançou as bases da moderna tensão israelo-palestiniana. O conflito árabe-israelita envolveu o Médio Oriente ao longo de finais do século XX e início do século XXI. Israel aumentou enormemente o seu poder tanto na região como a nível internacional, pois muitas nações, incluindo os Estados Unidos, o reconheceram como a mais proeminente potência militar do Médio Oriente.












